Comprar um imóvel não é tão simples como comprar um smartphone ou alguma coisa pela internet. Na verdade, comprar um imóvel é bem trabalhoso, envolve pesquisa, vários documentos e uma série de análises.

Para te ajudar nessa tarefa, reunimos os sete passos primordiais para quem deseja comprar um imóvel e não sabe por onde começar. Confira!

1 – Definindo o tipo de imóvel

Antes de começar a pesquisar, o primeiro passo é definir qual o tipo de imóvel que melhor se adapta à sua realidade. Você precisa de um lugar compacto ou um apartamento maior? Morar próximo ao trabalho ou da escola dos seus filhos? Tenha definido que tipo de imóvel atende as suas necessidades.

Geralmente, a decisão de comprar um imóvel gira em torno desses três pilares: família, trabalho ou investimento. Muitas vezes a estrutura familiar é alterada com o nascimento de um filho, ou casamento. Já no caso do trabalho, morar perto pode indicar economia e qualidade de vida ao passar menos tempo no trânsito. E para aqueles que desejam investir, imóveis é um investimento bastante rentável a longo prazo. Por isso, determine bem suas prioridades, para evitar frustrações futuras.

2- Quanto de renda preciso?

Sabemos que comprar um imóvel não é fácil, pois é um bem material que necessita um maior investimento. Mas, o ponto chave é se planejar financeiramente para este momento.
Caso você ainda não tenha o hábito de juntar dinheiro, que tal começar agora mesmo? Para iniciar a negociação é preciso ter uma quantidade de dinheiro reservada.

Para definir o seu orçamento, uma coisa importante que você deve saber é como pretende pagar pelo imóvel. Analise as opções levando em consideração: o quanto tem para dar de entrada, o quanto pode pagar por mês e em quanto tempo pretende estar morando no seu novo imóvel.

Uma dica importante é que você faça uma simulação de financiamento. Dessa forma, você saberá com antecedência o quanto da sua renda ficará comprometida com as parcelas mensais, além de saber quanto de entrada poderá dar. O ideal é que o valor das prestações não comprometa mais do que 30% do valor da sua renda.

A compra não se limita apenas no financiamento, há ainda as taxas de transferências, encargos bancários e documentação. Também é bom se planejar para pagar esses custos extras.

Uma boa opção é usar a renda do seu FGTS para dar o valor de entrada ou amortizar algumas parcelas do seu financiamento. Outra alternativa é aproveitar dos benefícios do programa Minha Casa Minha Vida. Com ele você pode comprar um apartamento com um preço mais acessível e com um financiamento mais atrativo, saiba mais.

3 – Organize-se antes de ir às compras

Comprar um imóvel envolve bastante pesquisa para que ele lhe traga satisfação pessoal e financeira. Após identificar suas necessidades e saber quanto de renda você comprometerá, é hora de reunir o máximo de informações sobre o imóvel que você deseja e assim estar mais preparado para iniciar a sua busca.

Para isso, você pode realizar pesquisas à distância, sem sair de casa, através da internet. Use a rede para pesquisar todos os preços do mercado em que está interessado, procure preços médios de imóveis no padrão e na região de seu interesse.

Também se informe sobre propostas de desenvolvimento da região que possam agregar valor ao seu imóvel (como obras de transporte público, alteração no asfalto ou construção de empresas).

O próximo passo é fazer a pesquisa ao vivo. A dica é circular pela região de interesse, conhecer o bairro e conversar com moradores e comerciantes. Essa parte é importante para confirmar as informações que você reuniu na pesquisa anterior.

Por último, avalie todas as informações que reuniu visitando a região e por meio de pesquisas na internet. Converse com pessoas próximas e de sua confiança sobre suas descobertas. Pode ser que elas já possuam alguma experiência na área e possam fornecer informações adicionais sobre assuntos que você tenha deixado passar.

Ao procurar uma imobiliária de confiança ela pode te ajudar com essa busca e com o conhecimento sobre a região e os seus valores.

4- Comprar um apartamento na planta, em construção ou novo?

Nas grandes cidades, como em Belo Horizonte, por exemplo. O crescimento vertical é grande e o espaço cada vez mais valorizado. Com isso, os apartamentos acabam sendo mais procurados. O apartamento pode ser novo, usado ou comprado na planta, confira as vantagens e desvantagens de cada tipo:

  • Apartamento novo

A principal vantagem de comprar um apartamento novo é que você terá um imóvel de primeira, além da possibilidade de financiá-lo em 100%. Por outro lado, é necessário colocar todos os itens que esse apartamento não possui, como box, puxadores, porta toalhas, etc.

  • Apartamento usado

Imóveis usados apresentam a possibilidade de saber como esse imóvel é mobiliado, e por muitas vezes são imóveis com uma maior metragem. Em contrapartida, talvez seja preciso fazer algumas reformas no imóvel. Além disso, é necessário dar uma entrada para a compra a prazo, já que os programas de financiamento, como o da Caixa Econômica Federal, não permitem 100% de financiamento para imóveis usados.

  • Apartamento na planta

A terceira opção é comprar o apartamento na planta, que possui facilidade de financiamento e por vezes, preços mais atrativos. Isso acontece porque você deve esperar o imóvel ficar pronto primeiro. Caso escolha esta opção, não se esqueça de saber se a construtora é de confiança e fique atento aos prazos estabelecidos em contrato.

5 – Chegou a hora de visitar o seu futuro lar

Depois de avaliar todas essas decisões, chegou a hora de procurar uma imobiliária de confiança. Tome cuidado neste momento, avalie se ela é registrada e seus corretores credenciados ao Creci, para não cair em fraudes.

O corretor de imóveis irá conversar com você para entender suas prioridades e ajudar a encontrar o imóvel que supra as suas necessidades. Durante esse tempo, ele irá te apresentar alguns imóveis e explicar melhor sobre todos os trâmites que envolve o processo de compra.

6 – Qual a melhor forma de pagamento?

Para definir o seu orçamento, uma coisa importante que você deve saber é como pretende pagar pelo imóvel. Analise as opções levando em consideração: o quanto tem para dar de entrada, o quanto pode pagar por mês e em quanto tempo pretende estar morando no seu novo imóvel.

Compro à vista ou financiado?

Para qualquer uma das opções você precisará poupar. A diferença é se vai poupar para ter o valor total do imóvel ou parte dele para financiar o restante. Avalie as duas opções e escolha a melhor para você e sua família.

Adquirindo um imóvel à vista

Para quem se planejou poupando dinheiro para comprar um imóvel sem necessitar financiar parte dele, a compra à vista sempre é a melhor opção por não comprometer a renda familiar com parcelas altas durantes vários anos. Outro ponto é que, tendo possibilidade de pagar à vista, você tem maior poder de negociação com a construtora, no caso de um imóvel em construção ou na planta; ou com o proprietário, no caso de um imóvel usado.

Financiando o valor do imóvel

A mais popular das formas de comprar um imóvel é financiar parte do seu valor. Na maioria dos casos é exigida entrada de 20% a 30% do valor do imóvel conforme a renda familiar. Ou seja, de todos que compõem a renda da família.

O lado bom de financiar:

  • Leva menos tempo para poupar o valor da entrada;
  • Em relação ao aluguel, o imóvel será seu.

O consórcio imobiliário

O consórcio é a união de pessoas em um grupo fechado com a finalidade de formar um fundo comum (poupança) e com ela comprar bens ou serviços, construir ou reformar imóveis.

Com um grupo completo, os consorciados pagam uma prestação mensal, composta de uma parcela do fundo comum, a mesma corresponde ao valor do bem, dividido pelo número de parcelas; fundo reserva; taxa de administração e um seguro contra morte.

Para ser contemplado no consórcio existem duas maneiras, sorteio ou lance.  Ambas as situações podem variar de consórcio para consórcio, assim você deve procurar o que melhor adapta a sua necessidade.

Troca de imóveis

Uma outra alternativa muito comum para pagamento é a utilização de um imóvel usado como moeda de troca na compra de outro. Muitos clientes que desejam trocar de imóvel acabam trabalhando com esta opção para otimizar o tempo, evitando primeiro vender o seu imóvel para depois comprar outro.

É importante ter em mente que este processo acaba sendo um pouco peculiar, uma vez que será necessário identificar um proprietário que se interesse por seu imóvel. O corretor será o profissional que irá lhe auxiliar nesta composição de pagamento, realizando antes uma pré-venda com os proprietários dos imóveis que você apresentar interesse, levantando a hipótese de aceitar um imóvel no negócio.

7 – Documentação do imóvel

O processo de compra de um imóvel é delicado e exige muita atenção. Embora seja papel do corretor analisar a fundo a documentação do imóvel, é importante que você também tenha conhecimento. Para comprovar que o imóvel e seus vendedores estão livres de dívidas, processos, litígios e outras confusões que possam dificultar o seu processo de compra da casa própria.

Outra recomendação é para que os documentos estejam atualizados e tenham sido emitidos em até 30 dias antes de levar a escritura, uma vez que eles têm a validade curta. Além disso, o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) também precisa estar pago.

Caso tenha mais alguma dúvida, baixe o nosso ebook “Manual para comprar imóveis sem estresse”. Também fazemos consultoria imobiliária gratuita, peça agora a sua.

Escrito por Casa Grande

Da equipe de conteúdo da Casa Grande.

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