Comprar um imóvel na planta é um tipo de investimento que garante muitas vantagens. A maior delas, é a valorização da obra após ser concluída. Ao comprar um imóvel ainda na planta, seu preço chega a ser menor que um imóvel pronto. A economia varia de 20% a 30% do valor total e, com a entrega das chaves, sua valorização pode ser de até 50%.

No entanto, o que parece ser um negócio perfeito, também apresenta seus riscos. Esses riscos podem ser atrasos na conclusão, fraudes, promessas não cumpridas, problemas na estrutura da obra, como rachaduras, infiltrações e desníveis nos andares. Para se resguardar desses problemas e garantir que o seu sonho não vá por água abaixo, alguns cuidados para comprar um imóvel na planta precisam ser tomados. Um deles é autenticar todos os documentos em cartório, para comprovar legalmente que o bem que você está adquirindo é, de fato, seu. A seguir, reunimos dez recomendações sobre o assunto, que te ajudarão a tomar as devidas precauções para não cair em uma fria. Confira:

Defina critérios para financiamento

Imóveis são bens que envolvem transações de longo prazo. Por isso, a primeira coisa a se fazer antes de começar a pesquisar por imóveis na planta, é definir o quanto do orçamento da família poderá ser comprometido.

Isso é importante, porque muitos começam a procurar pelo apartamento dos seus sonhos e, quando encontram, fazem de tudo para adaptar o seu orçamento ao valor do bem. Essa atitude não é recomendada. Primeiro, porque pode gerar frustração. Em segundo, comprar um imóvel na planta não envolve apenas o valor das prestações. É preciso levar em consideração também os custos com a entrada, taxas, documentação, dentre outros.

Após fazer os cálculos e ter definido o valor das parcelas que cabem no seu bolso, é hora de deixar o impulso de lado e começar a pesquisar pelo imóvel adequado ao seu perfil.

Conheça e consulte o passado da construtora

É hora de conhecer o passado da construtora em que você está confiando para realizar o seu sonho de comprar um imóvel na planta. Para isso, toda dica é bem-vinda.

Comece procurando por reclamações em sites especializados, como o Procon ou Reclame Aqui. Pesquise sobre casos na imprensa que envolvam o nome da construtora. Também vale consultar advogados especializados no mercado imobiliário sobre pendências na justiça. Procure conversar com outros clientes que já tiveram experiência com a empresa escolhida. Se não conhecer algum, você pode encontrá-los nas redes sociais da construtora. Aproveite também para checar suas avaliações e o que andam comentando sobre ela.

Outra dica válida, é visitar os demais empreendimentos da empresa. Isso é importante porque algumas construtoras possuem certos vícios em suas obras. Defeitos como rachaduras ou materiais de baixa qualidade podem vir a se repetir e gerar dores de cabeça do futuro.

Documentação

O primeiro documento que você deve pedir é uma cópia do memorial de incorporação da obra. Caso o corretor não apresente ou diga que não possui, não continue a conversa. Segundo a lei 4591, de 1964, antes de iniciar qualquer negociação imobiliária, as incorporadoras devem apresentar um total de quinze documentos registrados em cartório. Esse registro é conhecido pela sigla RI. Ele contém uma descrição do que será construído e identifica quem serão os responsáveis pela administração e execução da obra, dando nome aos responsáveis pelo empreendimento.

Outros documentos também fazem parte do processo para comprar um imóvel na planta. Como o cálculo da área do imóvel, a descrição do acabamento e material utilizado na construção e o projeto de construção aprovado pela prefeitura. Sem estes documentos, a venda se torna irregular e, consequentemente, deixa o comprador sujeito à golpes e fraudes.

Visite a obra pessoalmente

Não confie apenas no corretor, em plantas ou maquetes ao negociar um apartamento na planta. Mesmo que a incorporadora tenha divulgado informações sobre a região do empreendimento, uma visita até ele é extremamente recomendável. Ao visitá-lo, você terá uma visão além de conhecer somente o andamento das obras.

Estando lá, será possível ver os problemas de drenagem da rua (visite-o em dias chuvosos também), a qualidade das vias, o perfil da vizinhança, a acessibilidade e topografia do bairro, entre outras coisas.

A visitação é ideal antes de assinar o contrato para comprar um imóvel na planta. Mas, se não puder, fique tranquilo. O Código de Defesa do Consumidor garante o direito de desistência da compra em até sete dias após assinatura do contrato.

Detalhes da maquete

Um dos elementos mais atraentes em um estande de vendas é a maquete física. Talvez seja ela que tenha te fisgado para dentro da loja e fez com que você ficasse apaixonado pelo imóvel. Através de cores e objetos detalhados, é normal que a ideia de perfeição venha à cabeça ao observá-la. Nesse momento, fique atento para não se deixar enganar e tome cuidado com aquilo que é apenas uma representação externa do imóvel.

Embora os aspectos ornamentais da maquete sejam importantes, é necessário focar também na sua posição em relação às coordenadas para entender o percurso do sol nas unidades residenciais. Para ter uma ideia, os apartamentos voltados ao sul recebem menos luz solar, enquanto que os de leste e oeste recebem sol de manhã e à tarde, respectivamente. Por fim, o lado norte oferece boa iluminação natural o dia todo, o que o torna a preferência da maioria.

Guarde tudo o que for relacionado ao apartamento na planta

Como o imóvel está na planta e ainda não foi entregue para você, uma série de problemas, infelizmente, podem aparecer. Para se resguardar, guarde e faça uma cópia de tudo o que for relacionado à compra do imóvel desde o primeiro instante.

Folders, materiais de divulgação, cópia do memorial de incorporação, cálculos do corretor de imóveis, recibos, anúncios em jornais e correspondências. Tudo isso, pode servir como base para comparar o que foi prometido e o que foi, de fato, entregue. Juntos, esses materiais formam uma fonte rica para consulta e constituem provas para serem usadas em uma possível ação judicial.

Registre ações em cartório

Após tomar todos os cuidados descritos acima, não deixe de fazer este que é um dos passos mais importantes: registrar os documentos de compra e venda do imóvel em um cartório de registro de imóveis. Embora seja de extrema importância, esse cuidado acaba negligenciado por muitas pessoas que tentam economizar ao máximo com os custos do cartório. Essa é uma economia que pode custar caro no futuro. Isso porque o registro da escritura é a única maneira de comprovar que o bem pertence ao indivíduo que pagou por ele.

Sem o registro em mãos, facilita-se o trabalho de uma incorporadora ou corretor com más intenções de aplicar golpes e vender o mesmo imóvel para mais de uma pessoa.

Se o orçamento estiver curto, você pode verificar a possibilidade de pagar um percentual do valor total do registro da escritura no registro de compromisso de compra e venda do apartamento na planta e o restante na hora de registrar a escritura. Com o registro deste contrato, a incorporadora fica obrigada a pedir sua autorização para quaisquer alterações no projeto inicial.

Preste atenção às cláusulas de desistência

Em tempos de economia instável, todo cuidado é necessário. Caso exista entraves futuros, uma possível desistência poderá acontecer. Nesses casos, é importante ter o máximo de atenção ao negociar sobre as cláusulas que tratam deste assunto no contrato.

O momento para a análise minuciosa das cláusulas, é antes de concluir a compra. Neste instante, a empresa está preocupada em conquistar o cliente, o que implica em uma maior abertura para ceder e negociar alterações no contrato. Não se abstenha dessa recomendação, pois mesmo que a possibilidade de desistência seja enxuta, medidas de precaução devem ser tomadas. Principalmente, em períodos de crise e incertezas, como o que estamos vivendo agora.

Seja o beneficiário

Fique atento às cláusulas dos contratos firmados com companhias de seguro. Este tipo de acordo serve como garantia para ambas as partes, tanto para inadimplência do comprador quanto para irregularidades da administradora.

Por isso, é necessário estar ciente em relação às cláusulas que determinam quem é o beneficiário do contrato. Se for a incorporadora, em caso de atraso ou desistência da obra, ela receberá a indenização e o comprador ficará no prejuízo.

Fique de olho nos juros

Os chamados juros no pé são um abuso comum neste tipo de transação. Até o momento da entrega das chaves, o comprador tem a garantia de que não precisará pagar juros. No entanto, assim que o imóvel fica pronto, a incorporadora passa a cobrar juros sobre todo o período financiado. Essa é uma prática irregular, de acordo com uma portaria de 2001 emitida pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. Porém, este não é um assunto consensual entre os juristas.

Existem históricos de ações na justiça que deram ganho de causa para as construtoras que cobraram juros. Para evitar problemas, recomenda-se criar uma cláusula no contrato que determine a rescisão ou devolução do dinheiro em casos como esse.

Essas foram nossas recomendações para você se precaver ao comprar um imóvel na planta. Se tiver alguma sugestão ou situação que aconteceu com você e não abordamos aqui, conte para a gente nos comentários.

Saiba também que você pode contar com nosso time para te ajudar a encontrar o seu imóvel ideal. Para consultá-los, clique aqui.

 

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