O Produto Interno Bruto (PIB) é um indicador econômico de grande importância na mensuração da atividade econômica do país, ou de determinada região, e um dos principais indicadores de riqueza dos países.

Basicamente, o PIB é calculado pela soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em determinado período. Entram no cálculo desde a venda de uma bala até a de um novo apartamento, além dos investimentos privados para aumento de produção e gastos do governo com investimento para a população.

Não entram na conta valores de venda de produtos intermediários ou de revenda, como o valor de venda do açúcar usado na fabricação da bala, ou o valor da venda do apartamento, se este for usado.

Mas, o que o crédito imobiliário tem a ver com tudo isso?

O crédito imobiliário entra no cálculo do PIB e assim é possível mensurar com precisão como anda a atividade do mercado imobiliário no país. A representação do crédito imobiliário com base no PIB é um importante indicador na previsão do crescimento da atividade no país e se há algum risco para investidores ou para a saúde da economia, por exemplo.

Se o crédito imobiliário possui baixa representação frente ao PIB, isto significa que há grande margem de crescimento do setor e ele não representa nenhuma ameaça à economia. Esta é a situação atual em que se encontra o crédito imobiliário no Brasil.

Atualmente no país, o crédito imobiliário representa apenas 8,1% do PIB nacional, uma representação ainda pequena se comparado a outros países emergentes, como o México, onde o crédito imobiliário representa e 9,1% e menor ainda se comparado aos países desenvolvidos, onde o crédito imobiliário normalmente representa mais de 50% do PIB.

Sendo assim, a representação do crédito imobiliário no PIB brasileiro mostra que o país está longe de ter uma bolha imobiliária, como vem sendo divulgado por especuladores. Além do PIB, indicador de maior peso, podemos citar outros fatores que praticamente impossibilitam a existência de uma bolha imobiliária no Brasil, como: os bancos têm critérios rigorosos na aprovação do crédito imobiliário, baixa inadimplência das mensalidades de financiamento e também não há mercado de refinanciamento de imóveis, como nos Estados Unidos.

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