No final do mês de setembro, a Caixa Econômica Federal anunciou a redução do teto do financiamento para até 50% do valor do imóvel para todas as modalidades. Quem pretende financiar a compra do imóvel usado, ficou um pouco mais difícil.

Em agosto deste ano, o banco já havia diminuído o teto dos imóveis usados de 80% para 60% ou 70%, dependendo da linha de crédito, e também modificou a dos imóveis mais novos, de 90% para 80%, em todas as linhas do sistema SAC, o mais usado pelos clientes da Caixa.

Para conseguir o financiamento envolve uma série de outros aspectos além do valor do imóvel, como renda familiar, o prazo e o histórico do cliente. Quem deseja comprar um imóvel usado de R$ 300 mil agora terá que desembolsar R$ 150 mil de entrada; antes esse valor era de R$ 90 mil.

Segundo a Caixa, o novo limite é para futura operações. As propostas em análise entregues antes do dia 25 seguem nos limites antigos, caso o empréstimo seja liberado. A justificativa para essas mudanças é frear o volume de crédito: em 2017 está cerca de 20% superior ao mesmo período do ano passado, com mais de R$ 62 bilhões emprestados até o momento.

Em maio, a Caixa já havia suspendido a linha pró-cotista FGTS, que usa recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para o financiamento de unidades de até R$ 950 mil e cobra juros de até 8,66% ao ano de trabalhadores com carteira assinada. De acordo com o bando, não havia mais recursos disponível para a linha de crédito, a previsão é que ela seja retomada apenas em 2018.

A solução pode estar em outros bancos

Com as novas restrições da Caixa Econômica, outros bancos podem se tornam uma boa opção para financiamento. Algumas instituições estão oferecendo financiamento para quem tem menos dinheiro e também reduzirão os níveis de juros.

Segundo o Banco Central, todas as agências bancárias continuam oferecendo financiamento de até 80% do valor do imóvel pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). No quesito juros, a Caixa ainda é a mais competitiva. Com o financiamento de até 50%, a instituição promete taxas a partir de 5%. As demais acenam com percentuais entre 9,24% e 11,4%. Mas os juros não são tudo.

 

 

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