O mercado está aguardando uma queda maior da taxa básica de juros (Selic). A expectativa, é que as concessões de crédito imobiliário retomem o fôlego perdido em razão da crise política e menor captação da poupança.

Segundo os dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os empréstimos para imóveis atingiram R$ 3,8 bilhões em junho, alta de 6,5% em relação a maio (R$ 3,56 bilhões), mas também houve uma queda de 11,1% frente a igual mês de 2016 (R$ 4,27 bilhões).

Já comparando o primeiro semestre com o mesmo período do ano passado, os dados registraram um recuo de 9,1% (de R$ 22,6 bilhões para R$ 20,6 bilhões).

Gilberto Duarte de Abreu Filho, o presidente da associação, diz que houve um “atraso” na melhora e, com a perspectiva do Banco Central em reduzir a taxa Selic para 8% em 2017, bancos e empresários tendem a ficar em compasso de espera até o final do ano.

Essa espera pode ser explicada em razão do grande estoque de imóveis que o ciclo anterior da economia gerou. Com isso, a construção, que é o que engloba a decisão do empresário para pedir empréstimo, e assim gerar novas unidades, foi a que mais sofreu no setor.

Ainda segundo Abreu Filho, a falta de sinais sólidos de retomada é outro ponto que justifica a espera na concessão. Ele pondera que “Os empresários estão segurando as contratações até os juros atingirem 8%. Mas o segundo semestre costuma ser mais forte e a expectativa é ver a demanda em movimento ainda neste ano”.

Fonte: DCI – São Paulo

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