Tem um estereótipo que perseguiu a Geração Z por anos: a ideia de que essa turma prefere experiências a patrimônio, vive de aluguel por escolha e não tem nenhum interesse em se prender a uma casa própria. Os dados de 2026 pedem para discordar.
Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica realizado em março deste ano com 1.200 entrevistas em todo o Brasil, 59% da Geração Z pretende comprar um imóvel. É o maior percentual entre todas as gerações pesquisadas, e representa um salto de dez pontos em relação ao mesmo período de 2025, quando o índice estava em 49%.
Em outras palavras: o desejo pela casa própria não está morrendo nos jovens. Está crescendo.
O que os números mostram
A pesquisa da Brain coloca a Geração Z bem à frente de outras faixas etárias em intenção de compra. Para efeito de comparação, entre os Millennials a intenção é de 51%, entre a Geração X cai para 41% e entre os Baby Boomers para 25%.
Outro dado que chama atenção: o percentual de brasileiros que afirmam querer sair do aluguel como motivação para comprar subiu de 32% em março de 2025 para 38% em março de 2026. Entre os mais jovens, essa pressão é ainda mais sentida. Com o aluguel residencial acumulando alta de 8,40% nos últimos 12 meses no país, a conta começa a não fechar para quem está no início da vida financeira.
Não é à toa que a Geração Z, que chegou ao mercado de trabalho exatamente no período de maior alta dos preços de locação, esteja olhando para a compra com outros olhos.
Por que esse movimento faz sentido
Durante a pandemia, algo mudou na relação das pessoas com o lugar onde moram. A casa deixou de ser só o lugar para dormir e passou a ser escritório, academia, restaurante, escola, espaço de lazer. Quem estava mal acomodado sentiu isso de forma muito concreta.
Para a Geração Z, que entrou na vida adulta justamente nesse período, a casa virou critério de qualidade de vida desde o início. Não é apego material. É consciência de que morar bem impacta diretamente tudo o que se faz.
Soma-se a isso o fato de que essa geração tem mais acesso a informação financeira do que qualquer outra antes dela. Conteúdo sobre investimento, planejamento patrimonial e crédito imobiliário corre solto nas redes. Muitos jovens que aos 22 anos já calculam rentabilidade e taxa Selic também já estão pensando em imóvel como parte de uma estratégia de longo prazo.
O desejo existe. E tem fundamento.
As barreiras que ainda existem (e não adianta ignorar)
Falar que a Geração Z quer comprar sem falar sobre o que está no caminho seria desonesto.
A principal barreira é financeira e bastante direta: 47% dos jovens desta faixa etária afirmam não ter dinheiro suficiente para dar entrada ou financiar. Outros 30% dizem que os preços subiram demais, e uma parcela relevante aponta os juros elevados como obstáculo concreto.
Não é falta de vontade. É uma equação que, para muitos, ainda não fecha com o cenário atual de crédito.
Mas essa equação tem variáveis que podem ser trabalhadas, e a diferença entre quem realiza e quem adia costuma estar em como cada um lida com elas.
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O que faz diferença na hora de começar
A maioria das pessoas que um dia comprou um imóvel vai dizer a mesma coisa: o processo começa muito antes de ir ao banco. Começa no planejamento.
Alguns pontos que fazem diferença real para quem está nesse momento:
O FGTS existe para isso. Quem tem pelo menos três anos de carteira assinada pode usar o saldo do fundo de garantia para compor a entrada ou amortizar o financiamento. Para muitos jovens, esse pode ser o recurso que desequilibra a conta a favor. Vale entender as regras antes de contar com o valor.
A localização impacta o orçamento inteiro. Um imóvel mais em conta em um bairro sem infraestrutura pode custar mais no final do mês do que um imóvel um pouco mais caro bem localizado. Transporte, serviços e tempo de deslocamento entram na conta que a maioria não faz.
Começar pelo planejamento, não pela simulação. Saber quanto você pode comprometer de renda, o que tem disponível de entrada e em quanto tempo pode construir essa reserva transforma o sonho em um projeto com prazo. Vai ao banco com essa clareza, não antes.
No Barreiro, esse começo tem endereço
Para quem está nesse momento, o Barreiro oferece uma combinação que não é fácil de encontrar em BH: infraestrutura consolidada, bairro com vida própria e imóveis que cabem no orçamento de quem está comprando o primeiro.
A Casa Grande está aqui há quase 50 anos e conhece o perfil de quem chega pela primeira vez com o sonho da casa própria na cabeça e um monte de dúvidas junto. Não tem problema nenhum chegar sem saber tudo. O papel do consultor é exatamente esse: ajudar a entender o que é viável para o seu momento agora.
Se você é da Geração Z e está pensando nisso, fale com a gente.
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